quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Povo de Labuta

Povo de labuta

Povo que luta sem a guarda baixar
Povo que milita de mãos limpas
De consciência sã
Povo que como disse o poeta
Merece medalha
Não menos que de ouro
Pois dessa luta trazem a marca no couro
Guerra desleal guerra desigual
Guerra que no passado nos prendeu
Nos deportou
Nos separou
Nos rotulou e,
Nos abandonou
Guerra que hoje da premio aquém nos mata
Ainda mais se tiver de farda
Que tenta nos encarcerar
Que quer nossa boca tapar
Que quer nossa cor esconder
Quando esmola nos da
Este é meu povo
Este sou eu
Este é você
Povo que não sucumbi
Povo cheio de querer
Mas não o que é dos outros
Quero o que é meu
Queremos o que é nosso
Por isso labutamos, sorrindo e cantando
Gingado e dançando
Povo de luta
Que nunca deixou de ser
Mesmo nesta desigual e injusta forma
De mundo ser
Povo preto povo negro
Assim somos eu e você

Elieser Santos 29/08/14