segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Povo de Labuta


Povo que luta sem a guarda baixar
Povo que milita de mãos limpas
De consciência sã
Povo que como disse o poeta
Merece medalha
Não menos que de ouro
Pois dessa luta trazem a marca no couro
Guerra desleal guerra desigual
Guerra que no passado nos prendeu
Nos deportou
Nos separou
Nos rotulou e,
Nos abandonou
Guerra que hoje da premio a quem nos mata
Ainda mais se tiver de farda
Que tenta nos encarcerar
Que quer nossa boca tapar
Que quer nossa cor esconder
Quando esmola nos da
Este é meu povo
Este sou eu
Este é você
Povo que não sucumbi
Povo cheio de querer
Mas não o que é dos outros
Quero o que é meu
Queremos o que é nosso
Por isso labutamos, sorrindo e cantando
Gingado e dançando
Povo de luta
Que nunca deixou de ser
Mesmo nesta desigual e injusta forma
De mundo ser
Povo preto povo negro
Assim somos eu e você

Elieser Santos 29/08/14