quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Algumas Dores



É engraçado e ao mesmo tempo triste e perturbador
Como por vezes nos pegamos incapazes ou inertes
Em determinadas situações,
O que fazer como fazer, por que fazer, onde fazer,
Fazer ou não fazer eis a questão
É de uma impotência cruel e massacrante,
Deixar com esta e deixar o tempo passar
Agir, marcar presença, dar uma mão o ombro e o coração
Reagir tentando entender para não permitir um novo acontecer
Ser guardião ou apenas espectador
Como em um coliseu onde se tem dó as vez até piedade
Mas não se abre não do espetáculo alheio
Debruçar e presenciar a dor e aflição do outro
Não, posso, não devo e não serei assim
Debruçado na janela esperando o fim
Não, não peça isso pra eu nem pra mim
Muito mais que ser fiel, que se importar
É caminhar juntos até que enfim


Elieser Santos 29/12/14