domingo, 18 de janeiro de 2015

Religiosidade se é bom ter, melhor é saber a outra respeitar.



Bem sou nascido e criado tendo como base a religião e a fé cristã, e falar de fé que não seja a cristã para um cristão, é quase um pecado, um verdadeiro sacrilégio.
Principalmente porque temos isso como critério de toda e única verdade, valores intrínsecos, que pode nos levar ao céu, (uma vida de boa com Deus) ou ao inferno (eternamente sofrendo).
Mas nem estou aqui a fim de discutir isso, sejam verdades ou mentiras, seja recompensas ou castigos eternos ou ainda fazer qualquer valoração que seja, tanto para quem crer ou para quem não querer.
Escrevo apenas para pontuar com que ao longo da vida, a vida vai nos mostrando muitas coisas no tocante a fé e religiosidade, coisa que no mínimo nos leva a uma reflexão, do que somos em quem cremos, porque nisso cremos, e o próprio exercício da crença que se dá como uma espécie de monopólio da religião seguida.
Cuidado esta reflexão pode nos levar a beira do ateísmo, rsrsrs  e isso para um cristão convicto é desgraça fatal. Cabe dizer aqui também que não estou falando mal ou criticando o Atues de maneira  nenhuma, e espero que ao longo deste pequeno texto isso fique bem claro e distinto.
Mas vamos ao foco principal, a motivação de minha escrita que é sempre fui um curioso para as questões religiosas e é claro isso me custou angus desafetos no meio cristão bem como apelidos tipo, sem fé, questionador, problemático, herege, entre outros. Com disse por que para os seguidores da fé judaicos cristão, se esta é a única verdade, eu não deveria me preocupar em saber de outras possibilidades, daí o porquê o apelido Herege era o mais popular nos meus ouvidos.
Tenho e assim por incrível que pareça para um cristão, aprendi muito justamente de onde diziam que eu nada aprenderia que nada encontraria.
Em primeiro lugar aprendi a respeitar a crença de outros, não falar o que não conhece principalmente não falar mal, ou maldosamente.
O segundo passo na medida do possível conhecer um pouco mais, as pessoas e suas crenças, os fundamentos delas, não para poder ter subsidio para uma refutação, mas para conhecimento mesmo, pelo menos da minha parte.
Hoje em dia tenho amigos de quase todos os seguimentos religiosos, bem como os agnósticos também.
E acabei descobrindo que são apenas pessoas como eu, quem tem as mesmas carências se assim posso dizer no tocante ao metafísico, a necessidade do ídolo, de um Deus, das Divindades, do Superior etc, etc, etc, e que o demais não passa de pura arrogância humana.
Outro dia em uma conversa turbulenta com um amigo eu ousei dizer que, a nossa fé é tão absurda quanto as que ele tinha me dito, tão hipotética quando, e que não se pode cobrar o outro segundo o que é critério de verdade para mim.
Da mesma forma que, para um cristão o Alcorão não serve de critério de verdade, para um Judeu a bíblia cristã também não, e vice e versa.
E aproveitando o gancho ouso dizer que a ou as religiões são as maiores responsáveis pelas maiores atrocidades já cometidas no mundo, ou por indução, ou por omissão ou para defender suas verdades.
Tenho aprendido muito com todos vocês amigos, católicos, cristãos, mulçumanos, judeus, umbandistas, candomblecistas, ateus.
Tenho aprendido principalmente o que não ser o que não fazer, a respeitar, a conhecer, a exercitar fé, a compreender, a respeitar e com isso tenho me visto crescer.
Obrigado amigos e irmãos, que sejamos o que somos o que nos propomos a ser, e a crer, mas que seja da maneira mais justa, verdadeira, nobre, correta, virtuosa amorosa e boa.
Um forte abraço.


Elieser Santos 18/01/15